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20 de fevereiro de 2010

homem processa médicos após alongamento de penis

Um argentino levou dois médicos a julgamento sob a acusação de terem causado lesões em uma operação de alongamento de pênis, mas os juízes rejeitaram a denúncia por considerar que o homem ficou com uma cicatriz normal neste tipo de procedimento. A Câmara do Crime de Buenos Aires cessou a causa e considerou o paciente responsável pelos problemas que teve depois da operação, informaram nesta segunda-feira fontes judiciais citadas pela agência Télam.

Em agosto de 1999, Sergio, um vendedor de tapetes, recorreu ao Círculo Argentino de Sexologia para se informar sobre a operação de alongamento de pênis. Segundo as fontes, uma médica teria informado ao argentino sobre os custos e disse que a cirugia seria simples, e permitiria "um alongamento de pelo menos quatro centímetros" de seu órgão sexual.

O vendedor foi operado em setembro e, depois de 24 horas, recebeu alta com a recomendação de não fazer esforço físico. Algum tempo depois, após alguns inconvenientes derivados da operação, o vendedor levou os médicos a julgamento, inconformado com os resultados da cirurgia.

Na decisão judicial apresentada nesta segunda-feira, os juízes consideraram que Sergio não seguiu os conselhos dos médicos, pois continuou trabalhando normalmente, segundo o próprio paciente reconheceu na investigação. Sergio também não foi às consultas médicas de rotina.

Os juízes disseram ainda que a cicatriz é "uma conseqüência lógica de uma intervenção cirúrgica" e informaram que uma ressonância magnética mostrou que a estrutura do pênis não estava danificada.

Sobre os possíveis danos a seu patrimônio denunciados por Sergio, a decisão judicial afirmou que "as obrigações médicas são de meios, e não de resultados", por isso o tribunal decidiu que a acusação seria "ilógica".

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